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A Lenda do Dragão VerdeJogar

Livro I · O Brejo que Lembra

Epílogo: a estrada debaixo d'água

O pântano ao amanhecer, com a névoa baixa
O pântano ao amanhecer, com a névoa baixa

Palavras de Ulga Voz-de-Junco, numa noite em que a Bruma baixou um pouco.

Tulga voltou ontem do pântano fundo com lodo até o peito e um brilho nos olhos que eu não via fazia anos.

Disse que, onde a água é parada e os juncos não crescem, há pedras debaixo da superfície. Pedras cortadas, postas em fila, uma depois da outra. Disse que seguiu essa fila até onde teve coragem, e que a fila continuava.

Os mais velhos sabem o que é. Por ali passou o exército do Pacto, há mil e duzentos invernos, quando veio prender o Dragão. Nós a chamamos de Estrada Afogada. Ninguém a usa desde a Guerra do Lodo, e ninguém de Glukmoore jamais quis usá-la.

Mas agora a Bruma fechou todos os outros caminhos. E Tulga jura que, numa manhã clara, do fim da última pedra que ela alcançou, viu no horizonte uma muralha de pedra cinzenta, e sobre ela, uma bandeira com um cavalo.

Romar.

Não sei se os humanos se lembram de nós. Não sei se vão nos receber com pão ou com lanças. Sei que, quando os Juramentados de Glukmoore forem fortes o bastante para abrir essa estrada, a lenda vai sair do brejo.

Até lá, entalhem os seus nomes. Desçam ao covil. Voltem. E lembrem.

O fogo ainda está aceso.

Fim do Livro I.

A história continua na Temporada 2 · Era II · Comando, com a cidade de Romar e o povo dos humanos.