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A Lenda do Dragão VerdeJogar
Glukmoore à noite: palafitas, tochas e o pântano

Era I · Formação · Aberta

Glukmoore, o Brejo que Lembra

A cidade dos trolls, sobre palafitas, canais e pontes no coração do Grande Lodo. A cidade mais antiga do Reino, e a única que ainda lembra o nome do Dragão.

O nome

Na língua antiga do lodo, glukk é o som de uma coisa que afunda e volta à tona, e moor é o brejo. Glukmoore quer dizer o brejo onde o que afunda volta: era ali que os trolls viam Oruvael devolver a vida às raízes.

A cidade nasceu de uma cheia. Numa primavera, a água subiu mais do que qualquer ancião lembrava, e as famílias se juntaram na única elevação firme do pântano. Amarraram as plataformas umas às outras e descobriram que, juntas, aguentavam o que separadas não aguentavam. Os trolls não lutam contra a água: convivem com ela.

O Totem e o fogo

O Totem de Glukmoore é o mais antigo do mundo: um tronco enorme, coberto de nomes entalhados de cima a baixo. No alto, onde só se chega por escada, está o nome que o Reino esqueceu: Oruvael. Os nomes dos Juramentados ficam numa face própria, a Face do Juramento, de madeira escura de tanto sangue.

Toda noite se acende um fogo ao pé do Totem. Ali se conta o dia, se diz o nome de quem morreu e se lembra de quem foi. Numa parte do tronco, coberta de marcas de faca, ninguém entalha nada: é o lugar dos Sem-Totem.

O Marcado com mais Quedas tem o nome entalhado no topo, logo abaixo do de Oruvael, e todos o chamam de o Maior Matador de Dragões, até que alguém o alcance.

O Poço Verde

Sob a praça do Totem fica o Poço Verde, um poço de água escura onde, no fundo, brilha a Pedra do Lodo, a quinta parte do coração de Oruvael. Ela não dá a Glukmoore campos férteis nem minas ricas: é a tranca que segura o Dragão no covil e faz o poder dele correr para as outras cidades.

É das águas do Poço que o troll que derrubou o Dragão se levanta, jovem e refeito, com a Marca nova na palma da mão. E é ali que todos olham agora: a Pedra está rachando.

O povo troll

Os Primogênitos do Lodo: os anciãos contam que foram os primeiros a despertar, no Grande Lodo, ao lado do sono do Dragão.

O Sangue Tenaz faz o corpo troll se refazer de feridas que matariam outros povos; a Memória fez deles os guardiões dos nomes, os que falam, cantam e entalham.

Um troll é grande, forte, paciente e teimoso. Ri alto e chora os seus mortos na frente de todos. O que os Contos da Capital dizem, ovos no lodo, filhos que se devoram, burrice e crueldade, é mentira.

Os moradores

  • Ulga Voz-de-Junco, a Voz do Totem: recebe os recém-chegados na ponte e entalha os nomes no Totem.
  • Gravun Punho-de-Turfa, o Mestre de Glukmoore: troll ancião de cicatrizes e barba de musgo, que não deixa ninguém descer ao covil antes de estar pronto.
  • Hrugg Olho-de-Névoa, o Senhor da Floresta: captura as feras do pântano e as leva ao Fosso.
  • Grok, o Chefe dos Caçadores: guarda a Trilha dos Caçadores e caça Gargolodo.
  • Mairgo, o Ferreiro: redescobriu o ferro-de-lodo e forja o Cutelo de Guerra Troll.
  • Pérvia, a Armadureira: humana de Romar, que ficou em Glukmoore quando a Bruma fechou as estradas.
  • Selene, a Vidente do Véu: elfa de Velária, que veio sozinha seguindo as estrelas.
  • Zug Contador: guarda as economias dos trolls e, no mesmo prédio, o cofre da Coroa.
  • Mogg: o dono da Choupana do Brejo, a taverna e hospedaria da cidade.
  • Grushka, a curandeira; Karissa, a registradora dos clãs; Tulga Mil-Trilhas, a guia que procura um caminho pela Bruma.

O pântano e as criaturas

Pela rachadura da Pedra do Lodo vaza o poder do Dragão, e tudo o que o bebe cresce: ratos do tamanho de gatos, rãs do tamanho de cães, sapos do tamanho de cabanas. Ao mesmo tempo, a Bruma sobe mais a cada noite e traz com ela o que vive na névoa.

Os caçadores separam as criaturas em cinco tipos: as feras do lodo, os nascidos da seiva parada, os da Bruma, os povos do pântano e as lendas. De dia caçam umas; à noite, saem outras.

A maior delas é Gargolodo, a Fera do Pântano, com a lanterna de fungo na testa: enquanto a rachadura existir, ele volta. E nas noites de Bruma alta, sobre a água, aparece a Senhora-das-Brumas, que chama os caçadores pelo nome.

O Juramento

A Bruma engoliu as estradas, e Glukmoore está sozinha. Por isso Ulga subiu a escada do Totem e reabriu o Juramento do Totem, mais antigo que a Coroa: todo troll que quiser defender Glukmoore entalha o seu nome com a lâmina molhada no próprio sangue e se torna um Juramentado.

Um nome jurado em vida é uma âncora. Quando um Juramentado morre, Ramius o encontra inteiro na Margem e o devolve ao mesmo corpo. Para todos os outros, a morte é para sempre.

Como começar a jogar

  1. Escolha onde jogar. No navegador, sem instalar nada, ou no Windows. O Android chega em breve.
  2. Crie a sua conta no próprio jogo. Confirme o e-mail pelo link que enviamos.
  3. Entalhe o seu nome no Totem. Ulga Voz-de-Junco recebe você na ponte de Glukmoore e mostra os Primeiros Passos.
  4. Forje o seu Cutelo e cace. Mairgo forja a sua arma; Hrugg solta as feras do pântano no Fosso.
  5. Treine com Gravun e desça ao covil. Gravun Punho-de-Turfa, o Mestre de Glukmoore, testa você grau a grau antes de deixar você enfrentar o Dragão.

Antes de jogar, leia A Lenda ou as regras do Reino.